Coronavírus: Guedes diz que pagamento de auxílio a informais custará R$ 45 bilhões

Projeto que prevê o pagamento de R$ 600 ao mês, por três meses, já foi aprovado pela Câmara e está em tramitação no Senado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (27) que o benefício de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, em função da pandemia do novo coronavírus, custará R$ 45 bilhões aos cofres públicos.
O projeto que cria o auxílio foi aprovado pela Câmara e precisa agora passar pelo senado. Ele prevê que os informais receberão a ajuda por três meses. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal em agências lotéricas e até via celular, mas a data de início ainda não foi definida.
A proposta de auxílio aos autônomos partiu do governo federal que, inicialmente, previa a transferência de R$ 200 ao mês. Depois de críticas, foi acordado com o Congresso o aumento do valor para R$ 600.
Coronavírus: Câmara aprova projeto que prevê R$ 600 por mês para trabalhador informal
Mais cedo nesta sexta (27), o presidente Jair Bolsonaro anunciou uma nova medida, desta vez para ajudar pequenas e médias empresas. Trata-se de uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para financiar o pagamento do salário dos funcionários dessas empresas por um período de 2 meses.
O anúncio ocorre após o aumento da pressão sobre Bolsonaro para que adote medidas semelhantes às vistas em outros países para facilitar ações como o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o crescimento no número de doentes pela covid-19.
Bolsonaro tem dado declarações diminuindo os riscos do coronavírus e defendendo a redução das restrições ao movimento de pessoas e a volta ao trabalho devido aos prejuízos econômicos das medidas de isolamento.
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Nesta sexta, o ministro da Economia afirmou que “duas ondas enormes avançam em direção ao Brasil”, sendo a primeira a calamidade pública decorrente do impacto do novo coronavírus na saúde da população, que ameaça vidas.
“E a segunda vem na esteira da primeira, pode ser uma enorme onda, dependendo de nossa reação. Ameaça nossos empregos, uma crise econômica como nunca sofremos antes”, disse ele.
Segundo Guedes, o presidente Bolsonaro não está diminuindo o tamanho do problema e da ameaça da primeira onda, relativa à saúde pública, mas apenas alertando que é preciso impedir a desorganização da economia brasileira.
“Se nós não lembrarmos que precisamos continuar resistindo com a nossa produção econômica, também vamos ter aquele fenômeno em que todo mundo está com os recursos e as prateleiras estão vazias porque deixamos a organização da economia brasileira entrar em colapso”, disse o ministro.
De acordo com Guedes, “a determinação do presidente Bolsonaro é que não vão faltar recursos para defender as vidas, a saúde e os empregos dos brasileiros.”
O ministro disse ainda que, somando-se os R$ 45 bilhões em gastos com informais e autônomos, as despesas com os mais vulneráveis, incluindo a antecipação do 13º salário dos aposentados, e as medidas voltadas aos beneficiários do Bolsa Família, o investimento total do governo se aproxima de R$ 100 bilhões.
Já se consideradas todas as medidas anunciadas pela área econômica, entre elas a liberação de compulsório, ações para pequenas e médias empresas, crédito por meio de bancos públicos e o pacote de ajuda aos estados e municípios, os investimentos, disse Guedes, são de cerca de R$ 700 bilhões em três meses.
“Nos próximos três, quatro meses, esses R$ 700 bilhões vão entrar na economia brasileira para nos proteger contra esse choque da saúde que está se abatendo sobre o povo brasileiro”, declarou.

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