Conselho da Nissan era 'fusão irreversível' com Renault desejada por Carlos Ghosn, diz jornal


Fabricante japonesa buscava meios para bloquear negociações. Executivo foi preso na última segunda (19), sob acusação de sonegação e uso indevido de bens da empresa. Carlos Ghosn, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro
Ricardo Moraes/Reuters
Preso na última segunda-feira (19) por violações financeiras, o brasileiro Carlos Ghosn estaria planejando uma fusão entre Renault e Nissan antes de ser detido no Japão, mas o conselho da montadora japonesa era contra, diz o jornal “Financial Times”.
Os rumores de uma possível fusão das montadoras que, atualmente, são apenas aliadas, não são novidade. Em março último, as agências Bloomberg e Reuters noticiaram que as negociações existiam, com base em fontes.
Atualmente, a Renault detém 43,4% da Nissan, que por sua vez possui 15% da Renault. Há quase 20 anos as montadoras compartilham tecnologia, partes da produção e mesmo partes de carros.
Segundo o “FT”, Ghosn planejava uma aliança “irreversível” que aconteceria já nos próximos meses, caso fosse oficializada. Fontes ligadas à Nissan, contudo, relataram ao jornal que o conselho da fabricante buscava maneiras de parar as negociações.
Pessoas próximas ao executivo e ao presidente da Nissan, Hiroto Saikawa, disseram que as tensões entre eles se acenturam nos últimos tempos com o desejo de fusão de Ghosn.
O executivo brasileiro, que é presidente-executivo da Renault e presidente do conselho das duas montadoras e da aliança, que inclui a Mitsubishi, foi preso sob a acusação de sonegação e uso indevido de bens da Nissan.
Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn
Roberta Jaworski e Fernanda Garrafiel/G1
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