Conjuntura econômica deve exigir bloqueio de recursos do orçamento, diz secretário

Segundo Waldery Rodrigues, secretário de Fazenda do Ministério da Economia, motivos são desaceleração da economia e queda do preço internacional do petróleo. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que “muito provavelmente” haverá neste ano contingenciamento (bloqueio) de recursos do Orçamento federal.
Os motivos, segundo ele, são a desaceleração da economia e a queda do preço internacional do petróleo, que tendem a reduzir a arrecadação federal.
Waldery Rodrigues afirmou que nesta quarta-feira (11) será anunciada a nova estimativa da área econômica para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 – a estimativa atual prevê alta de 2,4%.
Pesquisa realizada na semana passada com o mercado financeiro pelo Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (9), porém, apontou para um crescimento menor, de 1,99% neste ano.
“Nossas considerações tendem a uma redução, mas pode sim ficar acima de 2% [de crescimento do PIB em 2020]”, declarou Waldery Rodrigues.
Ele observou que a divulgação do novo dado para o crescimento do PIB, estimado pela equipe econômica, e os novos preços do petróleo, impactam as receitas.

Essas informações, por sua vez, serão utilizadas no Relatório de Receitas e Despesas do governo, que será divulgado na semana que vem. Esse documento poderá trazer o bloqueio de recursos orçamentários.
Em julho do ano passado, depois de revisar para baixo a expectativa de crescimento da economia, o governo fez um bloqueio de R$ 1,44 bilhão nos gastos previstos no orçamento. Em 2019, o primeiro bloqueio foi em março, de R$ 29,7 bilhões. Se confirmado, o provável bloqueio anunciado por Waldery Rodrigues será o primeiro deste ano.
O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia também observou que a arrecadação “veio bem” em janeiro, com crescimento elevado (alta real acima de 6% contra o mesmo mês do ano passado).
“Se o preço do ‘brent’ [barril de petróleo] teve uma redução [devido às disputas entre a Rússia e a Arábia Saudita], vamos analisá-lo. Se há fatores que reduzem o crescimento da economia, também vamos analisar. Se há algum leilão adicional de uma receita de dividendos, também será considerado”, declarou.

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