Comércio com Venezuela deverá beneficiar Juan Guaidó, diz governo dos EUA


Medida aperta o cerco econômico a Nicolás Maduro e favorece oposicionista. Juan Guaidó cumprimenta manifestantes contra Nicolás Maduro após prestar juramento e se declarar presidente interino da Venezuela
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Após serem o primeiro país a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino venezuelano, o governo dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira (25) que todas as transações econômicas com a Venezuela vão beneficiar o governo autodeclarado.
“Os Estados Unidos vão usar suas ferramentas econômicas e diplomáticas para assegurar que as transações comerciais com o governo venezuelano, inclusive as que envolvam estatais e reservas internacionais, sejam consistentes” com o reconhecimento do novo governo, diz uma nota do Departamento de Tesouro dos EUA.
A medida é mais uma forma de o governo norte-americano colocar pressão sobre Nicolás Maduro. O chavista, que continua a se declarar presidente da Venezuela, disse que rompeu relações com os EUA e deu até 72 horas para a delegação norte-americana deixar o território venezuelano – prazo que se encerra amanhã.
Guaidó x Maduro: o que favorece cada lado?
Na quinta-feira, o conselheiro de Segurança Nacional da presidência dos EUA, John Bolton, disse que entregar o dinheiro da Venezuela ao governo interino de Guaidó é “coerente” com o reconhecimento do oposicionista como presidente.
“Nosso enfoque agora é desconectar o regime ilegítimo de [Nicolás] Maduro de sua fonte de renda”, declarou Bolton.
Maduro ‘agradece’ EUA por reunião na ONU
Nicolás Maduro fala à imprensa em meio a impasse sobre a Presidência da Venezuela
Manaure Quintero/Reuters
Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, Maduro ironizou a convocação do governo norte-americano para um debate no Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela. Segundo o chavista, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, “fez um favor” ao se adiantar e pedir a reunião.
“Obrigado por isso, Mike Pompeo”, disse, em tom irônico.
O encontro em Nova York foi solicitado para sábado. Diplomatas indicaram que o encontro deve contar com a presença de Pompeo e com representante da Rússia – país que declarou apoio a Maduro.
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