Com efeito Brumadinho, Vale tem prejuízo de R$ 6,4 bilhões no 1º trimestre


Resultado é o primeiro divulgado pela companha que incorpora os efeitos financeiros da tragédia. Sede da Vale, no Rio de Janeiro
Reuters
A mineradora Vale registrou prejuízo de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre, de acordo com balanço divulgado pela companhia nesta quinta-feira (8). Os números são os primeiros divulgados pela companhia depois a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.
No quarto trimestre de 2018, a Vale havia registrado lucro líquido de R$ 14,485 bilhões, crescimento de 472% ante o mesmo período do ano anterior. Nos primeiros três meses do ano passado, a mineradora registrou lucro de R$ 5,1 bilhões.
No balanço dos primeiros três meses, a companhia reconheceu que o impacto financeiro da tragédia em Brumadinho foi de R$ 19 bilhões no Ebitda (resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, deprepreciação e amortização) da companhia.
R$ 9,3 bilhões de provisões para os programas e acordos de compensação e remediação;
R$ 7,1 bilhões de provisão para descomissionamento ou descaracterização de barragens de rejeito;
R$ 392 milhões de despesas incorridas diretamente relacionadas a Brumadinho;
R$ 1,1 bilhão de volumes perdidos;
R$ 605 milhões com despesas paradas ;
R$ 469 milhões com outros itens
Produção
Na quarta-feira (8), a companhia informou que a produção de minério de ferro caiu 11,1% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o mesmo trimestre no ano passado, para 72,870 milhões de toneladas. Já em relação ao quarto trimestre de 2018, a queda na produção do minério foi de 27,8%.
As vendas de minério de ferro da maior produtora global da commodity caíram 22,2% entre janeiro e março, em comparação com o primeiro trimestre de 2018, para 55,416 milhões de toneladas.
A mineradora justificou as quedas na produção lembrando o rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, em 25 de janeiro. Devido à ruptura da barragem, a empresa teve que suspender produção em diversas unidades. A companhia também citou sazonalidade climática – com volume de chuvas -, mais forte do que o normal no período para justificar os recuos.
Troca de comando
Desde da tragédia em Brumadinho, em janeiro deste ano, a Vale sofreu um forte abalo: logo após o acidente perdeu bilhões em valor de mercado e enfrentou um crise de imagem. A companhia também foi obrigada a promover uma uma troca de comando. O executivo Eduardo Bartolomeo assumiu o comando da empresa e substituiu Fabio Schvartsman, que foi afastado de suas funções após recomendação da força-tarefa que investiga a tragédia.

https://g1.globo.com/economia

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