China pede que países parem com 'invenções' e 'restrições irracionais' contra a Huawei


Declaração vem após autoridade da Polônia dizer que pode limitar o uso de produtos da empresa por entidades públicas por conta de episódios ligados a espionagem. Huawei é acusada de usar aparelhos para espionagem
Getty
A China pediu nesta segunda-feira (14) para que outros países parem com as “mentiras” sobre a Huawei, após uma autoridade da Polônia afirmar que o país pode limitar o uso de produtos da empresa por entidades públicas. A ameaça foi feita depois da prisão de um funcionário da Huawei por alegações de espionagem, na última sexta-feira.
A Huawei, maior produtora de equipamentos de telecomunicações do mundo, enfrenta um escrutínio no Ocidente por conta do seu relacionamento com o governo da China e de acusações, encabeçadas pelos Estados Unidos, de que os aparelhos da empresa podem ser usados por Pequim para espionagem.
Nenhuma evidência foi divulgada publicamente e a Huawei negou repetidamente as acusações, mas vários países ocidentais restringiram o acesso da companhia a seus mercados.
Huawei: Por que os EUA consideram a gigante chinesa de tecnologia uma ameaça à segurança nacional
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse que a China espera que a Polônia trabalhe para criar confiança mútua e manter as relações.
“Pedimos às partes relevantes que parem com as invenções infundadas e restrições irracionais contra a Huawei e outras empresas chinesas e criem um ambiente justo para investimento mútuo e cooperação normal das empresas de ambos os lados”, disse Hua.
“Usar motivos de segurança para exagerar, obstruir ou restringir a cooperação normal entre as empresas, só vai prejudicar os próprios interessses no final”, acrescentou ela.
Buscando se distanciar do incidente, a Huawei disse no sábado que demitiu o funcionário preso na Polônia, Wang Weijing, acrescentando que as “ações alegadas não têm relação com a empresa”

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