Brasil deve registrar 2ª menor produção de suco de laranja em série histórica


Total do produto fabricado no Brasil deve atingir 817.744 toneladas, uma baixa de 32% em relação à temporada anterior. Resultado acontece por causa da safra pequena somada a seca no ano passado. Produção total de suco de laranja do Brasil na safra 2020/21 deve registrar segundo menor patamar já registrado em série histórica.
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A produção total de suco de laranja do Brasil deve atingir 817.744 toneladas de FCOJ, o suco concentrado e congelado, na safra 2020/21, estimou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).
O dado representa o segundo menor patamar da história da série iniciada em 2003/04, em meio a um ciclo de baixa da colheita da fruta e problemas climáticos.
Se confirmado, o desempenho também representa baixa de 32% em relação à temporada anterior, quando o setor fabricou 1,2 milhão de toneladas da bebida.
O volume perde apenas para a produção de 2016/17, que alcançou a mínima de 648 mil toneladas, conforme dados da associação.
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“De certa maneira, isso limita um pouco a oferta (de suco disponível para exportação)”, disse o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, à Reuters.
Ele explicou que a oferta pode ficar mais ou menos apertada, a depender do comportamento da demanda externa ao longo do ano. Até o momento, segundo o executivo, a demanda tem dado sinais de estabilidade.
Desta forma, com a demanda estável e menor oferta de suco, o resultado pode se traduzir em queda no volume de exportação, como já observado no primeiro semestre da safra.
A venda de suco de laranja para o exterior atingiu 497.490 toneladas de julho a dezembro, redução de 23,5% ante mesmo período da temporada anterior, ciclo em que a produção havia sido maior, conforme dados da associação.
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Os estoques físicos de suco brasileiro, em posse das associadas da CitrusBR, estão projetados para chegar a 30 de junho de 2021, data que marca a passagem de safra, em 272.979 toneladas, estimou a associação nesta quinta-feira.
A queda de 42% na comparação anual é do menor nível desde 2019, quando chegou a 253.181 toneladas.
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No acumulado da safra até 31 de dezembro de 2020, as reservas somaram 678.967 toneladas, volume 20,5% menor ante o mesmo período da temporada anterior.
“Essa redução já era esperada principalmente por causa da bienalidade negativa, ou seja, ano de safra pequena, aliado aos efeitos da seca que assolou o cinturão citrícola ano passado e que resultou numa quebra de 30% na oferta de fruta”, disse o diretor.
Segundo o órgão de pesquisa Fundecitrus, a safra de laranja 2020/21 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro está estimada em 269 milhões de caixas de 40,8 kg, a maior quebra anual desde 1988, com efeitos da bienalidade da cultura e condições climáticas adversas, como a seca.
O processamento total de laranja nestas regiões está projetado em 215.641.333 caixas de laranjas de 40,8 quilos, uma diminuição de 33,6% ante a safra 2019/20, informou a CitrusBR.

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