Brasil deve banir barragens de rejeitos a montante após desastre em Brumadinho


Diretor da ANM, Eduardo Leão, disse que a a agência pretende lançar uma determinação na sexta-feira (8) para que essas barragens sejam eliminadas. Bombeiro observa a lama que tomou conta do Córrego do Feijão em Brumadinho, dias após o colapso da barragem
Mauro Pimentel/AFP
A Agência Nacional de Mineração (ANM) pretende banir barragens de rejeitos a montante usadas para armazenar resíduos de mineração, disse um diretor nesta quinta-feira (7), após uma dessas estruturas se romper em janeiro, deixando centenas de mortos e desaparecidos.
O diretor da agência Eduardo Leão declarou que a agência pretende lançar uma determinação na sexta-feira (8) requerendo que essas barragens sejam desmontadas ou convertidas em outros tipos de barragens.
Uma barragem de rejeitos da Vale, de uma mina de minério de ferro em Brumadinho (MG), rompeu-se em 25 de janeiro, liberando uma avalanche de lama que enterrou comunidades.
Ao menos 150 pessoas foram mortas e 182 seguem desaparecidas após o desastre, segundo dados divulgados até a tarde desta quinta.
O Brasil tem 88 barragens de rejeitos a montante, segundo Leão. Não ficou imediatamente claro qual tipo de prazo os operadores teriam de encarar para desmontar ou converter as barragens.
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Alexandre Mauro/G1
A causa do desastre segue desconhecida. Uma autoridade de Minas Gerais declarou à Reuters na última semana que evidências sugeriam que a barragem se rompeu por conta de liquefação, um processo no qual materiais sólidos, como areia, perdem força e rigidez e se comportam como líquido.
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Uma auditoria no ano passado encontrou rachaduras nos canais de drenagem e recomendou melhorias no monitoramento, de acordo com o relatório da auditoria revisado pela Reuters no início da semana.
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