Brasil deixa ranking de países mais confiáveis para investimento estrangeiro

País aparecia no levantamento da consultoria A.T. Kearney desde o primeiro ranking, em 1998. O Brasil deixou de ser um país confiável para o investimento estrangeiro. Ao menos é o que indica o ranking da consultoria A.T.Kearney, que lista os 25 países mais confiáveis – e do qual o Brasil saiu pela primeira vez desde que o levantamento foi desenvolvido, em 1998. Sem o Brasil, nenhum país da América do Sul aparece no ranking.
“A ausência de quaisquer países sul-americanos entre os 25 é notável, entretanto, dado que o Brasil foi incluído em todas as edições anteriores do ranking”, aponta o estudo. Em 2018, o país já aparecia na 25ª e última posição.
O ranking é feito a partir de pesquisas com 500 executivos de companhias líderes mundiais. Ele é calculado com base em perguntas sobre a probabilidade das empresas dos pesquisados em fazer um investimento direto em mercados específicos ao longo dos três anos seguintes.
Enquanto aqui a confiança cai, os Estados Unidos seguiram na primeira posição pelo sétimo ano seguido, “provavelmente refletindo seu grande mercado doméstico, continuada expansão econômica, impostos competitivos e capacidades tecnológicas e de inovação”, aponta o estudo, que ressalta, no entanto, que a recente volatilidade das políticas podem estar reduzindo a atratividade.
Alemanha aparece em segundo lugar, seguida pelo Canadá e Reino Unido. Já a China tombou no ranking, caindo para a 7ª posição – a pior desde o início do estudo.
Países mais confiáveis para investimento estrangeiro
Os países desenvolvidos ocupam 22 das 25 posições no ranking, sendo 14 deles na Europa. China, Índia e México são os únicos emergentes. A consultoria aponta, no entanto, que dados Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostram que os fluxos de investimento estrangeiro para mercados emergentes cresceram nos últimos anos.
“E 43% dos investidores nos dizem que estão procurando novas oportunidades em mercados emergentes”, diz o estudo.
A consultoria indica também que os investidores permanecem otimistas com a economia global, com 62% dos consultados se dizendo mais otimistas que no ano anterior. Esse percentual, entretanto, é menor que os 66% da pesquisa de 2018.

https://g1.globo.com/economia

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