Bovespa opera em queda de mais de 1%, acompanhando bolsas internacionais

Dia é de queda nas principais bolsas do mundo após novas ameaças tarifárias de Trump. O principal indicador da bolsa paulista, a B3, opera em queda nesta segunda-feira (6), abaixo dos 95 mil pontos, acompanhando os mercados internacionais, com a volta da escalada de tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que vai elevar as tarifas sobre produtos chineses nesta semana.
Às 11h59, o Ibovespa caía 1,33%, aos 94.733 pontos. Veja mais cotações.
Entre as principais queda do índice, Bradesco e Vale recuavam acima de 2%. Petrobras, Banco do Brasil e Itaú tinham queda acima de 1%.
Dólar opera em alta
Na sexta-feira, a Bolsa paulista fechou em alta de 0,5%. No entanto, na semana o índice recuou 0,2%. No ano, a valorização acumulada é de 9,24%.
Tuítes de Trump derrubam bolsas pelo mundo
Os mercados globais tiveram um forte abalo nesta segunda-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no domingo (5) que o país vai aumentar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses importados a partir de sexta-feira (10).
Os investidores foram pegos de surpresa pelas ameaças de Trump, uma vez que a expectativa era de avanço nas negociações comerciais entre as duas potências. Os principais índices acionários da China caíam mais de 5%, na maior queda em mais de três anos.
Na Europa, as bolsas operavam em queda de mais de 1%. Em Nova York, os índices também abriram em queda. Por volta das 10h50, o Dow Jones caía 1,28% e o Nasdaq, 1,51%.
Trump disse também que que pretende atingir outros US$ 325 bilhões em mercadorias chinesas com tarifas de 25% “em breve”, essencialmente cobrindo todos os produtos importados da china para os Estados Unidos.
As novas ameaças de Trump também provocava queda no preço de coommodities como petróleo, soja, trigo e milho.
“A expectativa do mercado era que a reunião marcada para essa semana, em Washington, pudesse trazer boas novas, talvez até o anúncio de um acordo entre as partes, agora até mesmo a realização da reunião é colocada em dúvida pelo mercado”, destacou a Coinvalores em ralatório a clientes.
“Se as negociações de fato forem canceladas, a probabilidade de um aumento nas tarifas aumenta, e devemos ver mais tensão no mercado, a medida que as tarifas levariam a uma desaceleração no crescimento mundial”, destacou a equipe da XP Investimentos.
Trump anuncia aumento para 25% sobre produtos chineses
Cenário local
Por aqui, investidores aguardam a retomada das discussões da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, enquanto indicadores continuam apontando para uma piora da atividade econômica.
Os economistas dos bancos reduziram novamente a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) e, pela primeira vez, passaram a estimar crescimento abaixo da marca de 1,5% para este ano, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A semana na bolsa paulista também começa com expectativa para a primeira sessão da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará a proposta de reforma da Previdência na terça-feira. Muitos estrategistas já esperam uma tramitação árdua e estão atentos à potencial desidratação do texto original.
Nova carteira Ibovespa
A B3 divulgou nesta segunda a nova carteira do Índice Bovespa que vai vigorar até 30 de agosto, confirmando a entrada da Azul e IRB Brasil, totalizando 66 ativos de 63 empresas.
Os cinco ativos com maior peso na composição do Ibovespa passam a ser: Itauunibanco PN (9,997%), Vale ON (9,970%), Bradesco PN (8,754%), Petrobras PN (7,310%) e Petrobras ON (5,032%).
Para efeitos de comparação, os ativos que apresentaram o maior peso na composição da carteira anterior, válida de 7 de janeiro de 2019 a 3 de maio, foram: Itauunibanco PN (10,801%), Vale ON (10,774%), Bradesco PN (8,570%), Petrobras PN (7,208%) e Petrobras ON (5,015%).
A B3 divulga regularmente três prévias das novas composições dos índices: a 1ª prévia, no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira em vigor; a 2ª prévia, no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira em vigor e a 3ª prévia, no penúltimo pregão de vigência da carteira em vigor.

https://g1.globo.com/economia

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