Bovespa opera em alta de mais de 4% de olho no cenário eleitoral

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de quase 4%, no maior patamar desde 22 de maio. O principal índice da bolsa brasileira, a B3, permanece em trajetória de alta nesta quarta-feira (2), após subir quase 4% na véspera, em meio a ajustes de posições e especulações sobre o desfecho das eleições após a divulgação da nova pesquisa Datafolha de intenção de voto para presidente.

Datafolha: Bolsonaro, 32%; Haddad, 21%; Ciro, 11%; Alckmin, 9%; Marina, 4%

Às 10h39, o Ibovespa subia 4,35%, a 85.162 pontos. Veja mais cotações.

O bom humor no mercado influenciava também o câmbio, com o dólar sendo negociado abaixo de R$ 3,85.
Na véspera, o índice fechou em alta de 3,78%, a 81.593 pontos, no maior patamar de fechamento desde 22 de maio (82.738 pontos). Foi a maior alta diário desde 7 de novembro de 2016 quando a bolsa subiu 3,98%.

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O salto da véspera foi puxado pela alta das ações das estatais, com destaque para Banco do Brasil e Petrobras, que ultrapassou a Vale e Ambev em valor de mercado e recuperou o posto de maior empresa de capital aberto do Brasil.

A estatal atingiu R$ 319,9 bilhões em valor de mercado, após as ações preferenciais saltarem 8,67% (R$ 22,82) e as ordinárias subirem 7,20% (R$ 25,81).

Fluxo de capital estrangeiro
Com o avanço da véspera, o Ibovespa passou a acumular no ano alta de 6,82%. Somente nos dois primeiros pregões do mês, o ganho é de 2,86%.
Apesar da recuperação, o Ibovespa ainda segue distante da máxima histórica registrada em 26 de fevreiro, quando encerrou a sessão aos 87.652 pontos.

Profissionais do mercado financeiro têm citado retorno de capital externo para a bolsa brasileira, em movimento que acompanha fluxo para mercados emergentes.

Em setembro, as entradas de capital externo (compras de ações) superaram as saídas (vendas de ações) em R$ 3,28 bilhões. Em 2017, a injeção líquida de recursos por investidores estrangeiros foi de R$ 14,6 bilhões, e na parcial de 2018 o saldo permanece positivo em R$ 294 milhões.

https://g1.globo.com/economia

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