Bolsonaro diz que não há alternativa à reforma da Previdência: '1º passo para liberdade econômica'

Presidente falou com a imprensa após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ministro também defendeu reformas e disse que farão país escapar da ‘armadilha do baixo crescimento’. Bolsonaro e Paulo Guedes dão entrevista coletiva e falam sobre a reforma da Previdência
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (6) que a economia do país não tem uma alternativa à reforma da Previdência. Ele ainda chamou a reforma de “primeiro passo para a liberdade econômica”.
O presidente falou com a imprensa após uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
De acordo com Bolsonaro, sem a reforma da Previdência o país teria que emitir mais moeda ou contrair empréstimos no exterior. Duas opções que, segundo ele, não são viáveis.
“Outra alternativa, se o Brasil continuar tendo déficit ano a ano, é imprimir moeda. Eu acho que, se for imprimir moeda, você sabe o que vem atrás, vem inflação. Outra é conseguir empréstimo aí fora. Será que querem emprestar para nós? Com que taxa de juros? Nós não temos outra alternativa. É a reforma da Previdência o primeiro grande passo para nós conseguirmos aqui a nossa liberdade econômica”, afirmou o presidente.
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Ao lado de Bolsonaro, Guedes também defendeu a aprovação de reformas econômicas propostas pelo governo. A da Previdência já foi enviada pelo Congresso e tramita em comissão especial da Câmara. A equipe econômica trabalha também na elaboração de uma reforma tributária.
Segundo Guedes, as reformas vão permitir ao país escapar da “armadilha do baixo crescimento”.
“O Brasil está prisioneiro de uma armadilha de baixo crescimento e nós vamos escapar disso com as reformas”, afirmou o ministro.
“Assim que aprovadas as reformas, o Brasil retoma o seu caminho de crescimento econômico sustentável”, completou.
Também nesta segunda, pela primeira vez no ano, analistas do mercado ouvidos pelo Banco Central projetaram um crescimento do PIB abaixo de 1,5% para 2019. Guedes disse não haver surpresa na estimativa.
“Crescimento está em torno de 1,5%, mas nos últimos 10 anos o crescimento é 0,5%. Então não há novidade nenhuma nessa desaceleração econômica”, concluiu Guedes.

https://g1.globo.com/economia

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