Bolsas dos EUA despencam e fecham cerca de 20% abaixo do recorde

Investidores se mostravam céticos sobre o plano de estímulo do presidente Donald Trump para combater o coronavírus. Os principais índices de ações dos Estados Unidos despencaram nesta quarta-feira (11) depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o surto de coronavírus como uma pandemia.
O índice industrial Dow Jones, um dos principais da bolsa de Nova York, encerrou o dia em baixa de 5,86%, aos 23.553 pontos – cerca de 20% abaixo do recorde do índice, batido no mês passado Enquanto isso, o S&P 500 perdeu 4,89%, e o índice de tecnologia Nasdaq recuou 4,70%.
Com as quedas, os índices se aproximam do o limite para um mercado em baixa (bear market) – para confirmar um “bear market”, os índices precisam fechar com queda acumulada de 20% ante o recorde de encerramento de sessão.
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Mais cedo, as expectativas de que o presidente Donald Trump anunciaria “importantes” medidas de incentivo ajudaram Wall Street a recuperar as perdas da terça-feira de uma liquidação no início da semana devido ao colapso dos preços do petróleo.
Mas não houve anúncios, mesmo quando o governo discute medidas que vão desde isenção de impostos a garantias de empréstimos, reembolso de trabalhadores por salários perdidos e apoio às indústrias mais afetadas.
Medidas de Trump para proteger economia dos efeitos do coronavírus enfrentam resistência
Estímulo global
Na Europa, as bolsas recuaram, apesar das medidas de estímulo para ajudar a minimizar os impactos econômicos do avanço do coronavírus no bloco europeu.
A rápida disseminação do coronavírus obrigou bancos centrais e governos a adotar medidas para atenuar suas consequências. Nesta quarta-feira, foi a vez do Banco da Inglaterra (BoE) anunciou um corte emergencial nos juros. A taxa básica foi reduzida de 0,75% para 0,25% ao ano. Foi o corte mais expressivo desde 2009.
A expectativa agora é que o Federal Reserve possa reduzir os juros pela segunda vez este mês quando se reunir na próxima semana.
Já o petróleo era negociado em queda nesta quarta, após a Arábia Saudita anunciar plano para ampliar capacidade de produção, elevando a tensão da guerra de preços travada com a Rússia por maior participação no mercado.

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