Bolsas da China fecham no menor patamar desde fevereiro com aumento da tensão com os EUA

Na véspera, Trump disse que a China ‘quebrou o acordo’ e prometeu não voltar atrás na decisão de impor novas tarifas sobre importações chinesas. China diz que está pronta para guerra comercial com EUA
Os principais índices acionários da China recuaram nesta quinta-feira (9) para perto das mínimas em 11 semanas, em meio à intensificação das tensões comerciais depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu não voltar atrás na decisão de impor novas tarifas sobre importações chinesas.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,85%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,48%. Ambos os índices terminaram no nível de fechamento mais baixo desde 22 de fevereiro.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira que a China “quebrou o acordo” que havia alcançado nas negociações comerciais, e prometeu não voltar atrás na imposição de novas tarifas sobre importações chinesas a menos que Pequim “pare de trapacear nossos trabalhadores”.
O gabinete do Representante do Comércio dos EUA disse que as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses subirão de 10% para 25% nesta sexta-feira (10). Pequim anunciou que vai retaliar se as tarifas subirem.
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China diz estar preparada para defender seus interesses
Já o Ministério do Comércio chinês disse nesta quinta que o país está totalmente preparado para defender seus interesses na guerra comercial com os Estados Unidos, mas espera que os EUA possam resolver os problemas através do diálogo em vez de medidas unilaterais.
“A atitude da China tem sido consistente, e a China não vai sucumbir a qualquer pressão”, disse o porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng. “A China fez preparativos para responder a todos os tipos de resultados possíveis.”
Com toda a atenção voltada para as negociações comerciais, o sentimento do mercado parece não ter sido ajudado por dados mostrando que a inflação ao produtor no país atingiu uma máxima de quatro meses.
Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,93%, a 21.402 pontos.
Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 2,39%, a 28.311 pontos.
Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,48%, a 2.850 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,85%, a 3.599 pontos.
Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 3,04%, a 2.102 pontos.
Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,74%, a 10.733 pontos.
Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,43%, a 3.269 pontos.
Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,42%, a 6.295 pontos.

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