BNDES confirma leilão de distribuidora da Eletrobras apesar de revés na Justiça


Leilão está previsto para o dia 27; Eletrobras já vendeu quatro distribuidoras neste ano. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mantém para a próxima semana o leilão de privatização da distribuidora de energia da Eletrobras no Amazonas, apesar de uma decisão judicial desfavorável no início da semana, disse o presidente da instituição, Dyogo Oliveira, nesta quinta-feira (22).
“Sim, está confirmado”, afirmou ele a jornalistas em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro.
A 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro decidiu tornar sem efeito a 170ª assembleia geral extraordinária da Eletrobras, ocorrida em fevereiro deste ano, que votou pela venda das distribuidoras de energia da estatal.
Sede do BNDES no centro do Rio de Janeiro
REUTERS/Sergio Moraes
O caso ocorre após a Eletrobras ter realizado a venda de quatro de suas distribuidoras neste ano. Restam para ser privatizadas as unidades de Amazonas, cujo leilão está previsto para o próximo dia 27, e a de Alagoas, com processo suspenso por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.
Questionado sobre como o leilão poderia ocorrer mesmo com o mais recente revés na Justiça e sem a aprovação do projeto de lei que daria mais segurança jurídica aos interessados, Oliveira preferiu não comentar.
Em nota, a assessoria de imprensa do BNDES disse que o certame está mantido: “Não há mudança de data no leilão”.
Uma fonte da Eletrobras também disse, sob condição de anonimato, que a expectativa é de que o leilão ocorra na data prevista.
“Temos mais uma luta jurídica, mas vamos vencer e fazer o leilão”, afirmou. “Temos pouco tempo, mas estamos trabalhando e lutando para o leilão acontecer”, acrescentou.
A fonte destacou que mesmo com tantas dificuldades, a Amazonas Energia ainda é um ativo interessante, uma vez que há oportunidade para empresas interessadas em melhorar a gestão da distribuidora, altamente deficitária.
“Se não comprar agora, vai ter de esperar a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) fazer um novo leilão. Demora e terá de arrumar ela para vender”, concluiu.

https://g1.globo.com/economia

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