Black Friday: 38% dos consumidores compram no período que antecede a data e no final de semana estendido


Idealizador do evento prevê movimentação de mais de R$ 2,5 bilhões em 2018, aumento de 19% comparado a 2017. Homem confere promoções da Black Friday de 2017 enquanto faz compras em um hipermercado na Zona Sul de São Paulo
Celso Tavares/G1
A Black Friday deste ano, que será realizada no dia 23 de novembro, terá crescimento de 19% no faturamento em relação a 2017, devendo ultrapassar os R$ 2,5 bilhões, segundo estimativa de Ricardo Bove, diretor da BlackFriday.com.br, idealizadora do evento no Brasil.
De acordo com o executivo, cerca de 38% dos consumidores compram no período que antecede a data e no final de semana estendido. “O termo ‘a Black Friday já começou’, muito usado pelos lojistas, é mais que uma estratégia de marketing, é uma realidade”, diz.
Segundo ele, pesquisa da Provokers mostra que 94% das pessoas fazem buscas antes de comprar, sendo que 82% deles procuram as melhores ofertas antes do dia do evento.
“O cenário de incerteza político tem represado investimentos dos lojistas e compras dos consumidores, mas na ocasião da Black Friday já teremos uma definição e, por consequência, um impulsionamento ainda maior no volume de vendas” comenta Ricardo Bove.
Ele ressalta que a previsão de ticket médio de R$ 607,50, segundo pesquisa da eBit|Nielsen, costuma ser, aproximadamente, mais de 30% superior ao ticket médio de vendas um dia comum, já que muitos consumidores costumam aguardar a Black Friday para realizar compras de valor agregado mais elevado.
“Desde o início, quando trouxemos o evento para o Brasil, percebemos que os produtos de maior valor eram os mais vendidos” afirma Bove. Os smartphones são os mais vendidos durante o evento, seguido por televisores e eletrodomésticos.
Crescimento regional
Desde o início da Black Friday, o crescimento da aderência do Nordeste ao evento é maior em relação às outras regiões brasileiras. Em 2018, a previsão é de que se venda por volta de R$ 315 milhões nos estados nordestinos: mais de R$ 260 milhões acima do que o vendido em 2013.
Em números absolutos, o Sudeste continua como a maior movimentação, sendo a previsão para 2018 de ultrapassar R$ 1,5 bilhão.

https://g1.globo.com/economia

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