BC retoma leilão de dólar à vista com oferta de até US$ 1,5 bilhão, após dólar futuro superar R$ 4,80


O lote será ofertado entre 9h10 e 9h15 desta quinta-feira, diante da tensão no mercado de câmbio, seguindo deterioração nos mercados internacionais. BC abre consulta pública sobre fim de monitoramento de parentes de políticos
Reprodução/JN
O Banco Central (BC) fará nesta quinta-feira (12) uma oferta líquida de até US$ 1,5 bilhão em moeda à vista, voltando a recorrer a essa ferramenta depois de nesta quarta ter utilizado contratos de swap cambial, numa sessão marcada por preocupações globais e reveses domésticos do lado fiscal que fizeram o dólar futuro saltar quase 4% e superar 4,80 reais.
O lote de até US$ 1,5 bilhão em moeda à vista será ofertado entre 9h10 e 9h15. O BC voltou a oferecer recursos das reservas nesta semana diante da disparada da volatilidade e da tensão no mercado de câmbio, seguindo deterioração nos mercados internacionais.
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Apenas nesta semana, a autoridade monetária já vendeu US$ 5,465 bilhões em dólar à vista, sendo US$ 2 bilhões na terça-feira e US$ 3,465 bilhões de dólares na segunda-feira — este o maior volume a ser liquidado em um único dia desde pelo menos o começo de maio de 2009.
Rodada de leilões
Antes da atual rodada de leilões, desde 20 de dezembro do ano passado o BC não realizava esse tipo de operação — retomada em agosto de 2019 depois de uma década sem ser utilizada.
Entre agosto e dezembro de 2019, o BC colocou no mercado um total de 36,860 bilhões de dólares em moeda física.
Os atuais leilões de dólar das reservas têm ocorrido de forma alternada a ofertas de swap cambial. Nesta quarta, o BC vendeu todo o lote de 1 bilhão de dólares disponibilizado em swaps tradicionais –derivativo cuja colocação equivale a uma venda de dólar no mercado futuro de câmbio.
Neste ano, o BC já vendeu o equivalente a 10,50 bilhões de dólares em swaps cambiais –todo esse montante em colocações líquidas, ou seja, na forma de dinheiro novo.
Na segunda-feira, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse que Banco Central interviria no câmbio com instrumentos e montante necessários para acalmar o mercado e promover a funcionalidade das operações.
O leilão de até US$ 1,5 bilhão à vista previsto para quinta ocorrerá após o dólar interbancário subir 1,6% nesta quarta, enquanto contratos de dólar futuro na B3 saltarem quase 4%.
Além do exterior arisco, a pressão no mercado futuro, especialmente, refletiu um mau humor após sinais de acirramento na relação entre Congresso e Executivo, depois que parlamentares derrubaram veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao BPC, com impacto estimado em R$ 20 bilhões no primeiro ano.

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