Bancos deixam de negociar papéis de petrolífera da Venezuela após sanções


Governo dos EUA congelou ativos da PDVSA; medida deve pressionar ainda mais a economia da Venezuela. Posto da PDVSA em Caracas
Andres Martinez Casares/Reuters
Grandes bancos pararam de negociar os títulos da petrolífera estatal venezuelana PDVSA após os Estados Unidos imporem amplas sanções à empresa, de acordo com gerentes de fundos.
Os movimentos de Washington devem aumentar a pressão sobre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e efetivamente impedir investidores que operam nos EUA de comprar títulos PDVSA.
“A maioria das corretoras está impedida de negociar papéis da PDVSA agora”, disse David Nietlispach, da Pala Asset Management, adicionando que os sistemas de negociação mostram praticamente nenhum preço para a dívida da PDVSA, em comparação com pelo menos 20 que estavam disponíveis normalmente.
Um porta-voz do Barclays, um dos grandes bancos europeus que teria suspendido negociações com ativos da PDVSA, não pôde confirmar imediatamente se seu escritório de renda fixa informou aos clientes da decisão.
Peter Kisler, gerente de portfólio de mercados emergentes da North Asset Manager, acrescentou que a maioria dos bancos parou de operar com os papéis para dar tempo aos departamentos de compliance para examinar os detalhes das sanções dos EUA.
Um gestor de fundos de um grande banco que pediu anonimato acrescentou: “pedimos (cotações) para ver onde o mercado está abrindo e tudo o que estamos ouvindo em uníssono é que não estamos autorizados a negociá-los até novo aviso”.
Sanções
A petrolífera da Venezuela não pode mais movimentar o dinheiro e os bens que tem investidos nos Estados Unidos, porque o governo norte-americano bloqueou os ativos da empresa.
A decisão é mais uma medida de pressão dos EUA a Nicolás Maduro, que enfrenta uma crise política em seu país depois que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarou presidente interino.
Os EUA, assim como diversos países, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. Mas a chefia da PDVSA, controlada pelo governo da Venezuela, havia reiterado apoio a Maduro.

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