Banco Central Europeu aprova medidas de estímulo, mas mantém juros

BCE disse que oferecerá novos empréstimos aos bancos e aumentará temporariamente a compra de ativos para ajudar a economia a lidar com o coronavírus. O Banco Central Europeu aprovou, nesta quinta-feira (12), novas medidas de estímulo para ajudar a economia da zona do euro a lidar com o crescente custo da pandemia de coronavírus, mas manteve as taxas de juros inalteradas em uma medida que pode desapontar os mercados financeiros.
O BCE disse que oferecerá novos empréstimos aos bancos, oferecerá instrumentos de liquidez previamente acordados a taxas ainda mais favoráveis e aumentará temporariamente a compra de ativos para ajudar a economia a lidar com a situação.
A entidade monetária destacou que “um envelope temporário de compras adicionais de ativos líquidos no valor de 120 bilhões de euros será adicionado até o final do ano, garantindo uma forte contribuição dos programas de compras no setor privado”.
Os mercados haviam precificado integralmente um corte de 10 pontos-base na taxa de depósito, para -0,6%, apesar de várias autoridades terem expressado profundo ceticismo nos últimos meses sobre o impacto de quaisquer reduções adicionais.
O Federal Reserve dos EUA e o Banco da Inglaterra recentemente cortaram a taxa de juros em reuniões de emergência. Mas as taxas do BCE já estão em território negativo acentuado e considera-se que estão próximas à taxa de reversão, onde cortes adicionais são prejudiciais porque afetam as margens dos bancos ao ponto de levam os bancos a ponto de impedirem empréstimos.
As novas medidas do BCE destinam-se principalmente às empresas, incluindo pequenas As novas medidas do BCE destinam-se principalmente às empresas, incluindo pequenas e médias que estão em maior risco de crise. Com a decisão desta quinta-feira a taxa de depósito do BCE permanece em -0,5% e a de refinanciamento em 0%.

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