Banco Central dos EUA deixa taxas de juros inalteradas e reforça tom paciente


Fed manteve taxa de juros no intervalo de 2,25% a 2,50%; decisão já era esperada pelo mercado. REUTERS/Kevin Lamarque/
Sede do Federal Reserve em Washington, D.C, em imagem de arquivo
O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) decidiu manter inalteradas as taxas de juros nesta quarta-feira (30) no intervalo de 2,25% a 2,50% e reforçou o tom de paciência. A decisão já era esperada pelo mercado.
No comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto da entidade (Fomc, na sigla em inglês) disse que, desde a reunião de dezembro, o mercado de trabalho continua se fortalecendo e a atividade econômica cresce a uma taxa sólida.
“O comitê continua a ver a expansão sustentada da atividade econômica, fortes condições do mercado de trabalho e a inflação perto do objetivo de 2% (…) como os resultados mais prováveis”, escreveu o Fomc em comunicado.
O Fomc também pontuou que adotará uma postura paciente diante dos desenvolvimentos econômicos e financeiros globais e das pressões inflacionárias moderadas.
No ano passado, o Fed aumentou a taxa de juros quatro vezes. Na última reunião de 2018, no entanto, os integrantes do BC norte-americano sinalizaram que o ciclo de aperto monetário estava perto do fim e reduziram a estimativa mediana de altas dos juros em 2019 de três para duas diante de uma possível desaceleração da economia.
O aumento dos juros ao longo do ano passado fez com que o presidente dos EUA, Donald Trump, passasse a pressionar e a criticar abertamente o Fed pelo endurecimento da política monetária.
Efeitos no Brasil
Quando os juros sobem nos Estados Unidos, a economia norte-americana se torna mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.
Os títulos do Tesouro americano, atrelados à taxa de juros norte-americana, são considerados o investimento mais seguro do mundo. No cenário de aumento de juros, esse fluxo de capital pode levar a uma tendência de alta do dólar em relação a moedas emergentes como o real.
A decisão de investimentos depende, entretanto, do apetite de risco dos investidores. Os mais conservadores tendem a procurar economias mais seguras para alocar seu capital, mesmo que paguem juros mais baixos. Em 2008, por exemplo, durante a crise do subprime nos Estados Unidos, a demanda por títulos do Tesouro americano cresceu.

https://g1.globo.com/economia

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