Banco Central dos EUA deixa juros inalterados

Fed indicou que houve pouca mudança na economia desde setembro e decidiu manter juros na faixa de 2% a 2,25%. O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) manteve nesta quinta-feira (8) as taxas de juros na faixa de 2% a 2,25%. A decisão já era esperada pelo mercado.
O último aumento ocorreu na reunião do Fed de setembro, quando as taxas estavam entre 1,75% e 2%.
No comunicado, após a decisão, o Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês) indicou que houve pouca mudança na economia dos EUA desde a reunião de setembro. Além disso, pontuou que a inflação permanece perto da meta de 2% e que o desemprego está caindo.
“Os ganhos de emprego têm sido fortes, em média, nos últimos meses, e a taxa de desemprego diminuiu”, disse o Fomc.
Os últimos dados mostraram que a economia dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3,5% no terceiro trimestre, ante um avanço de 4,2% nos três meses anteriores.
O comitê também sinalizou que as decisões futuras sobre as taxas de juros vão levar em conta uma série de informações, incluindo as condições do mercado de trabalho e indicadores de inflação, além das condições internacionais.
Neste ano, o Fed já subiu os juros três vezes. O mercado avalia que as taxas devem voltar a subir em dezembro. Além disso, projeta três aumentos em 2019 e um no início de 2020.
Efeitos no Brasil
Quando os juros sobem nos Estados Unidos, a economia norte-americana se torna mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.
Os títulos do Tesouro americano, atrelados à taxa de juros norte-americana, são considerados o investimento mais seguro do mundo. No cenário de aumento de juros, esse fluxo de capital pode levar a uma tendência de alta do dólar em relação a moedas emergentes como o real.
A decisão de investimentos depende, entretanto, do apetite de risco dos investidores. Os mais conservadores tendem a procurar economias mais seguras para alocar seu capital, mesmo que paguem juros mais baixos. Em 2008, por exemplo, durante a crise do subprime nos Estados Unidos, a demanda por títulos do Tesouro americano cresceu.

https://g1.globo.com/economia

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