Avianca recorre da decisão que suspendeu o leilão de seus ativos


Avião da companhia aérea Avianca decola no Aeroporto Internacional São Paulo – Cumbica (GRU), em Guarulhos
Celso Tavares/G1
A Avianca recorreu da decisão que suspendeu o leilão de seus ativos na última segunda-feira (6). A decisão, que impediu o pregão que aconteceria no dia seguinte, atendeu a a um pedido feito pela Swissport Brasil.
A Swissport Brasil, que atua com serviços de logística em aeroportos, alegou em seu pedido ser credora de R$ 17 milhões, e que o plano de recuperação judicial da Avianca é baseado na transferência de slots (direitos de pouso e decolagem em certos aeroportos), o que é proibido por lei. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também alegou ser contrária à venda de slots como se fizessem parte do ativo da empresa.
No recurso, a Avianca defendeu a legalidade de seu plano de recuperação. “A alienação de UPIs, com a destinação dos recursos recebidos para o pagamento de credores, é inequivocamente um meio legítimo de recuperação”, defenderam os advogados na Avianca no recurso.
A empresa também criticou o pedido de suspensão do leilão, alegando que contraria a decisão da maioria dos credores. “Além de significar uma invasão desnecessária nos termos do Plano de Recuperação maciçamente aprovado, atravancando e colocando mais um percalço numa rápida e efetiva solução de mercado para o caso da Avianca (o que por si só já é lamentável), ainda trata-se de decisão absolutamente desarrazoada.”
O leilão que foi suspenso
O leilão dos ativos da Avianca, que está em recuperação judicial, estava marcado para o dia 7 de maio. Estavam credenciadas para participar do leilão três empresas do setor: Azul, Gol e Latam.
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