Avianca Brasil se posiciona contra a nova proposta de compra feita pela Azul


Na proposta apresentada na semana passada, a Azul pediu leilão de uma nova Unidade Produtiva Isolada, mirando direitos de voo na ponte aérea Rio-São Paulo, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões. A companhia aérea Avianca Brasil se posicionou nesta terça-feira (21) contra a nova proposta de compra de parte dos seus ativos feito pela rival Azul.
No documento enviado para 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, a Avianca Brasil afirmou que a proposta da Azul não é juridicamente viável por não ter a aprovação dos credores e também pontuou que o plano apresentado impede que Avianca mantenha algum atividade operacional, mesmo após a realização do leilão de partes dos ativos.
Avião da companhia aérea Avianca decola no Aeroporto Internacional São Paulo – Cumbica (GRU), em Guarulhos
Celso Tavares/G1
Na proposta apresentada na semana passada, a Azul pediu a realização de um novo processo competitivo com a proposta de uma nova Unidade Produtiva Isolada (UPI) pelo valor mínimo de US$ 145 milhões (o equivalente a cerca de R$ 590 milhões).
A proposta da Azul previa uma nova Unidade Produtiva Isolada (UPI) com 21 slots (autorizações de pouso e decolagem) que a Avianca detém atualmente no aeroporto de Congonhas, 14 no Santos Dumont e 7 em Brasília.
“Mais que razoável, portanto, que qualquer (ou quaisquer) UPI (s) que venham a ser constituídas e alienadas devem se atentar à intenção da Recuperanda de manter atividade remanescente, e que não implique no encerramento da companhia”, afirmou a Avianca no documento enviado para a Justiça.
Na prática, o pedido feito pela Azul representou um retorno da companhia na disputa pela Avianca Brasil, com uma oferta superior à apresentada inicialmente. Em março, a empresa fez uma proposta de US$ 105 milhões para comprar parte das operações da companhia, mas em abril anunciou a desistência, acusando Gol e Latam de agirem para evitar a concorrência da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, a mais cobiçada do país.
A Gol e a Latam só entraram na disputa no início de abril.
Os credores da Avianca já aprovaram um plano de recuperação judicial da companhia – se for adiante, a proposta prevê a divisão da companhia em sete UPIs. O leilão estava marcado para 7 de maio, mas foi suspenso por determinação da Justiça. A Avianca recorreu da decisão.

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