Aprovar Previdência em 2018 será 'ótimo', mas se não der 'não é o fim do mundo', diz Mansueto

Secretário do Tesouro Nacional esteve no gabinete de transição, em Brasília. De acordo com ele, mercado financeiro trabalha com cenário de aprovação da reforma em 2019. ‘Não será o fim do mundo’ se não aprovar neste ano, diz Mansueto sobre Previdência
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou nesta quinta-feira (8) que será “ótimo” se algum item da reforma da Previdência Social for aprovado ainda neste ano. Acrescentou, porém, que se não for possível “não é o fim do mundo”.
Enviada em 2016 pelo governo do presidente Michel Temer, a proposta chegou a ser aprovada em uma comissão especial da Câmara, em maio de 2017, mas não avançou desde então por falta de consenso entre os partidos.
A reforma foi apresentada via Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que exige a aprovação de três quintos dos parlamentares (308 votos na Câmara e 49 no Senado). O presidente eleito Jair Bolsonaro, contudo, avaliará com aliados como aprovar itens que não alterem a Constituição, o que exige menos votos.
“Se conseguir fazer algo esse ano, ótimo. Mas se não conseguir, não é o fim do mundo. O importante é aprovar no próximo ano, porque sem aprovar reforma da Previdência não haverá ajuste fiscal no Brasil”, declarou Mansueto.
Manuseto deu a declaração ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. Ele se reuniu com a equipe econômica do futuro governo.
Desde que foi eleito presidente da República, no último dia 28 de outubro, Bolsonaro tem defendido que o Congresso aprove algum item da reforma ainda este ano.
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Mudanças ‘infraconstitucionais’
Bolsonaro e a equipe econômica do futuro governo estudam a possibilidade de fazer alterações nas regras previdenciárias ainda neste ano por meio de uma reforma “infraconstitucional”, ou seja, sem modificar a Constituição.
Se isso acontecer, as mudanças podem ser aprovadas via projetos de lei, que exigem menor quórum para aprovação.
O secretário do Tesouro declarou nesta quinta-feira que uma versão reduzida da reforma “vai ser uma boa sinalização”, mas acrescentou que o “grosso” só pode ser feito por meio de emenda à Constituição.
Expectativa do mercado financeiro
De acordo com Mansueto Almeida, o mercado financeiro trabalha com a expectativa de a reforma ser aprovada somente no ano que vem.
“O que o mercado espera não é a reforma da Previdência até novembro ou até dezembro [de 2018]. É que a reforma da Previdência ocorra em 2019”, afirmou.

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