Aplicativo de mensagens Signal vai contratar mais pessoal após alta em downloads


App tem visto número de usuários crescer após WhatsApp anunciar mudanças em seus termos de privacidade. Além do Signal, Telegram também está com downloads em alta. Logos do Signal, WhatsApp e Telegram em foto ilustrativa
Dado Ruvic/Reuters

O aplicativo de mensagens Signal teve um crescimento “sem precedentes” e pretende contratar mais funcionários para reforçar o serviço e a infraestrutura de suporte, disse o chefe da empresa nesta quarta-feira (13).
Do mesmo modo que o Telegram, o Signal tem visto o número de usuários crescer após o WhatsApp anunciar mudanças em seus termos de privacidade. A partir de 8 de fevereiro, o app vai compartilhar dados dos usuários com o Facebook.
O Telegram disse que ultrapassou 500 milhões de usuários ativos globalmente.
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Brian Acton, que co-fundou o WhatsApp antes de vendê-lo ao Facebook e depois fundou a Signal Foundation, se recusou a fornecer dados equivalentes para o Signal, mas disse que a expansão nos últimos dias foi “vertical”.
“Vimos um crescimento sem precedentes na semana passada”, disse Acton à Reuters. “É seguro dizer que por causa desse crescimento recorde, estamos ainda mais interessados em encontrar pessoas talentosas.”
Ele afirmou que a Signal está trabalhando para melhorar as funções de vídeo e chat em grupo, permitindo ao app competir melhor com WhatsApp, Microsoft Teams e outros aplicativos de videoconferência.
O Signal foi baixado por 17,8 milhões de usuários nos últimos sete dias, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Sensor Tower. O WhatsApp foi baixado por 10,6 milhões de usuários durante o mesmo período, uma queda de 17%.
De onde surgiu o Signal?

A Signal Foundation, sem fins lucrativos, sediada no Vale do Silício, que atualmente é responsável pelo aplicativo, foi lançada em fevereiro de 2018 com Acton fornecendo um financiamento inicial de US$ 50 milhões.
Desde então, a Signal recebeu doações. O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, está entre os apoiadores do aplicativo e Acton disse que não há planos de buscar fontes diferentes de financiamento.
“Milhões de pessoas valorizam a privacidade o suficiente para sustentá-la e estamos tentando demonstrar que há uma alternativa aos modelos de negócios baseados em anúncios que exploram a privacidade do usuário”, disse Acton, acrescentando que as doações continuam “chegando”.
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