Análise do acordo entre Embraer e Boeing pode terminar no início do governo Bolsonaro, diz Mansueto


Empresas aprovaram termos de parceria que cria nova empresa de US$ 5,26 bilhões; acordo ainda precisa da aprovação do governo. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou nesta segunda-feira (17) que a análise pelo governo do negócio entre as fabricantes de aeronaves Boeing e Embraer poderá terminar no início do mandato de Jair Bolsonaro, pois o processo pode se estender para além de duas semanas.
“Você tem um trâmite burocrático porque eles têm que pedir um posicionamento do governo em relação à golden share. E aí o governo tem que analisar, isso não necessariamente é feito em uma semana, mas também não é um processo muito longo”, disse.
“O governo tem que analisar, tem que ver se tem alguma implicação para aquelas atribuições da golden share e depois o governo tem que se manifestar via Procuradoria-Geral da Fazenda e o ministro da Fazenda, que manda isso para o presidente”, explicou.
“Não sei se isso dá para ser feito em uma ou duas semanas. Então talvez seja um processo que tenha começado agora e termine no início do próximo governo”, acrescentou Mansueto, que seguirá no mesmo cargo no governo Bolsonaro.
A Embraer informou nesta segunda-feira (17) que aprovou junto à fabricante norte-americana de aeronaves Boeing os termos do acordo anunciado em julho do ano passado, que prevê a criação de uma nova empresa (joint venture) de aviação comercial no Brasil.
O negócio é avaliado em US$ 5,26 bilhões. A Boeing terá 80% de participação na joint venture, ao fazer um pagamento de US$ 4,2 bilhões. Os 20% restantes serão da fabricante brasileira, que poderá vender sua parte para a norte-americana a qualquer momento, por meio de uma opção de venda.
O acordo ainda precisa ser aprovado pelo governo brasileiro, que é dono de uma “golden share” na companhia e tem poder de veto em decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário da empresa. Entenda
Caso o governo aprove o negócio, o acordo ainda será submetido à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, “bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo”, informou a Embraer.
Parceria entre Boeing e Embraer prevê a criação de joint ventures de aviação comercial e defesa.
Claudia Ferreira / G1

https://g1.globo.com/economia

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