AgroFuture: o debate sobre agronegócio digital

A AgroTools, maior empresa de big data do país e líder mundial no processo de gestão e monitoramento de riscos de ativos biológicos para o agronegócio tropical, realizou no dia 23 de junho em São Paulo, o AgroFuture – uma reflexão e imersão no agronegócio digital, com o apoio do Google.

O encontro teve como tema principal a transformação digital no agronegócio das empresas. A ideia foi contar com as diferentes perspectivas de diversos especialistas do mercado e de grandes empresas para que discutissem temas impactantes para toda a cadeia produtiva. Um dos desafios será encontrar novas formas e ferramentas que possam assegurar uma produção responsável, sustentável e capaz de suprir a demanda crescente por alimentos no mundo.

Ao abrir o evento, Sérgio Rocha, anunciou Fernando Martins, ex-presidente da Intel, como novo presidente e diretor geral da AgroTools. Com isto, Rocha passará a ocupar a presidência do conselho da AgroTools e também se dedicará à diretoria de Marketing Estratégico. “A chegada do Fernando visa escalar nosso negócio e levar a nossa empresa para um novo patamar, alavancando sua vasta experiência profissional na gestão de negócios de tecnologia avançada. Estamos muito satisfeitos por ele ter aceito o nosso convite”, disse Rocha. “A AgroTools está pelo menos cinco anos à frente do mercado no que concerne ao agronegócio digital. Este foi um dos fatores que me levou a decidir pela empresa”, justifica Martins.

Na sequência, o novo presidente, Fernando Martins, falou sobre o grande desafio do setor. “Até 2050, é esperado que a população do planeta atinja 9,5 bilhões de pessoas e, considerando que o território é finito, para que não falte alimento no mundo, será necessário produzir nos próximos 40 anos o mesmo que se produziu nos últimos 10.000 anos.”

Em seu painel, Fábio Andreoti, Head Cloud Plataform Latam do Google, focou nas transformações tanto do mercado como nos hábitos dos consumidores. Com a frase “imprevisibilidade é a única constante”, o executivo acredita que com o uso das novas tecnologias as empresas irão conseguir antecipar os assuntos, dar respostas em tempo real, e mais do que isso, entender realmente quais são os desejos reais dos seus clientes. “Estamos vivendo um momento de transformação que tem como pano de fundo o atual cenário político-econômico capaz de influenciar hábitos de consumo. A tecnologia pode e vem fazendo grandes transformações no mundo, cada vez mais ávido por informações. O que precisa ficar claro é a necessidade de agilidade nos processos. O Google tem disponibilizado todos os serviços internos para as empresas. É isso que a AgroTools tem feito. É assim que que a empresa tem levado a transformação para o setor do agronegócio”, acrescentou Andreoti.

Complementando as discussões da manhã, Antônio Carlos Ortiz – Diretor de Produtores Rurais do Itaú BBA, trouxe a visão do sistema financeiro: “Ainda estamos no processo de estimarmos as informações. As decisões não são baseadas em fatos. Produzimos os dados, mas não conectamos essas informações. Apesar do grande potencial que temos esse ainda é principal desafio. A transformação digital ainda não está implementada”, afirmou Ortiz.



Ainda falando sobre a revolução digital e transformações, foi a vez do Luiz Amaral, Head Socioambiental do Rabobank falar sobre o tema: “A revolução digital ainda não chegou aos campos, mas isso é só questão de tempo. Quem ainda não enxerga isso, quando acordar pode ser tarde demais. Precisamos de mais dados e menos instintos. Temos uma grande variedade e complexidade para todas as pontas, ou seja, precisamos nos adaptar e conectar os consumidores com os produtores”, enfatizou Amaral.

Ao final da manhã, foi anunciada a nova ferramenta desenvolvida pela AgroTools, o TerrasWeb, que é composta por uma plataforma web e um aplicativo geomobile que visam inserir o produtor rural e suas terras no agronegócio digital, e permitir que ele utilize ao máximo o potencial das geotecnologias, além de gerenciar as informações do dia a dia do negócio, capturando dados que brotam no campo e agregando tudo de forma padronizada em ambiente web, de modo a subsidiar decisões estratégicas e operacionais.

O TerrasWeb servirá como um canal de conexão entre o campo e as partes interessadas do agronegócio, visando ampliar o grau de transparência. “Essa nova ferramenta desenvolvida pela AgroTools é bastante acessível e, não bastando isso, o aplicativo irá funcionar com uma forma de conversão de pontos, o que tornará a ferramenta até mesmo gratuita. Isso irá variar de acordo com o volume e qualidade das informações que venham a ser compartilhadas pelos fazendeiros que a utilizam”, afirmou Breno Felix, Diretor Comercial e de Inovação da AgroTools.

Ao final do evento, três importantes parcerias também foram anunciadas. Os acordos firmados têm como objetivo desenvolver, integrar e garantir que os produtos e soluções que estão em uso e ou em desenvolvimento, agreguem mais valor, competências e amplitude, tanto para os clientes AgroTools, como para outros atores e aplicações. São elas:

Scot Consultoria

O acordo técnico-comercial visa ampliar a integração e distribuição de conteúdos da Scot e tecnologias AgroTools para uso final dos produtores rurais. As empresas irão construir uma plataforma de avaliação de terras inovadora, mais atualizada e com a maior precisão do Brasil.

Google

A primeira fase, que não havia sido anunciada até então, teve como objetivo aumentar a eficiência e a qualidade no uso de IaaS (Infrastructure as a Service), ou seja, Cloud, transferência de dados e segurança da informação. A segunda fase, que começa agora, tem foco na melhoria de performance das ferramentas, novas aplicações e na promoção do portfólio associado ao Big Data. Essa parceria irá ajudar na expansão de mercado e no alcance tecnológico da AgroTools.

WWF

A parceria tem como principal objetivo promover o desenvolvimento e uso de ferramentas de monitoramento e gestão que aprimorem a transparência e as melhores práticas junto ao setor agropecuário. São focos das parcerias: a rastreabilidade até a origem; a disponibilidade, o acesso e uso da água; e a melhor gestão dos sistemas produtivos e recursos naturais. Com essa parceria, será possível disseminar tecnologias que promovam uma melhor gestão dos territórios produtivos e preservados para uso dos produtores rurais.

Fonte: Scot Consultoria



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