Agência de mineração determina inspeção diária em barragens a montante


Barragem a montante é o tipo usado em Brumadinho e em Mariana. Segundo agência, quem não cumprir determinação pode ser multado e ter barragem interditada. A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou nesta segunda-feira (11) ter determinado às mineradoras que têm barragens a montante que façam inspeções diárias.
Barragem a montante é o tipo usado pela Vale em Brumadinho e em Mariana, por exemplo, onde o rompimento levou enxurrada de lama às regiões e resultou nas mortes de mais de 180 pessoas.
Nesse tipo, a barragem cresce em forma de degraus, utilizando o próprio rejeito do processo de beneficiamento do minério sobre o dique inicial (veja na imagem abaixo).

Editoria de Arte/G1
De acordo com a Agência Nacional de Mineração, as informações sobre as inspeções diárias deverão ser enviadas para o Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração.
Quem não cumprir a determinação, informou a ANM, poderá ser multado e até ter a barragem interditada.
Outras medidas
A agência também determinou:
Instalação de sirenes nas barragens a montante até 30 de abril;
Apresentação da Declaração de Condição de Estabilidade das barragens, incluindo estudo de susceptibilidade à liquefação para condição não drenada (prazo de 30 dias).
Determinações para todas as barragens
O documento da agência também fixa determinações gerais para todos os tipos de barragens como informou no Plano de Atendimento a Emergência de Barragem da Mineração a existência de instalações de suporte aos empreendimentos localizadas na “área de influência das barragens”.
Em Brumadinho, por exemplo, a área administrativa e o refeitório da Mina Córrego Feijão ficavam abaixo da barragem e foi o primeiro local atingido pelo rompimento.
Segundo a agência, as empresas também devem avaliar, “de imediato, a necessidade de remoção dessas instalações com vistas a resguardar a integridade dos trabalhadores desses empreendimentos, quantificando as pessoas potencialmente afetadas na Zona de Autossalvamento.” O prazo de cumprimento dessa determinação é de 15 dias.
A agência solicitou ainda que as empresas informem “se houve e quais foram as providências adotadas quanto à segurança das barragens em razão do risco e do dano potencial associado” após o rompimento da barragem em Brumadinho.

https://g1.globo.com/economia

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