Ações da Renault e da Fiat têm forte alta após projeto de fusão

Pela proposta apresentada pela Fiat Chrysler, o novo grupo pertenceria em 50% aos acionistas da empresa ítalo-americana e em 50% aos acionistas da montadora francesa. As ações da Renault e da Fiat Chrysler registram forte alta nesta segunda-feira (27) com os investidores repercutindo a possível fusão entre a companhia francesa e a ítalo-americana.
Por volta das 9h50, os papéis da Renault, negociados na Bolsa de Paris, subiam 14,89%. Já os da Fiat Chrysler, listados em Milão, avançavam 10,61%.
Nesta segunda-feira a Fiat Chrysler, de capital italiano e americano, anunciou que apresentou uma proposta de fusão à francesa Renault, o que pode criar o terceiro maior grupo mundial do setor.
O grupo Renault, por sua vez, informou que irá estudar “com interesse” a proposta. “Após ter revisado atenciosamente os termos desta proposição amistosa, o Conselho Administrativo da Renault decidiu estudar com interesse a oportunidade desta aproximação, que reforça a marca industrial do Grupo Renault e gera valor adicional para a Aliança”, afirmou o grupo.
De acordo com a proposta da FCA para a Renault, o novo grupo pertenceria em 50% aos acionistas da empresa ítalo-americana e em 50% aos acionistas da montadora francesa.
A Fiat Chrysler destacou que a fusão criaria o terceiro maior grupo automobilístico do mundo, com vendas anuais de 8,7 milhões de veículos e “uma forte presença em regiões e segmentos chave”. O novo grupo ficaria atrás de Volkswagen (10,6 milhões) e Toyota (10,59 milhões).
A Renault vendeu no ano passado 3,9 milhões de veículos, a Nissan 5,65 milhões e a Mitsubishi Motors 1,22. A Fiat Chrysler, que tem 13 marcas (incluindo Jeep, Alfa Romeo, Dodge, Ram ou Ferrari), vendeu 4,8 milhões de veículos em 2018.

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