Universidade proíbe venda de carne bovina para conter aquecimento global


Instituição de Londres também cobrará mais caro por água em garrafas de plástico. Objetivo é neutralizar emissões de carbono até 2025. A universidade já tinha um programa de reciclagem e de coleta de alimentos não perecíveis.
Pixabay
Com o objetivo de conter as causas do aquecimento global, a “Goldsmiths, University of London” proibiu as vendas de carne bovina em seu campus, em Londres. “Nos unimos a outras instituições ao declarar uma emergência climática e anunciar a meta determinada de nos tornarmos uma organização neutra em emissões de carbono até 2025”, afirma a instituição em comunicado publicado na segunda-feira (12).
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Entre as outras medidas anunciadas estão:
Remover todos os produtos de carne bovina das cantinas, a partir do atual ano acadêmico;
Cobrar mais caro pela água em garrafas plásticas e também por copos de plástico descartáveis – cerca de R$ 0,50 a mais. A diferença será revertida para um fundo estudantil de iniciativas a favor do meio ambiente;
A instalação de mais painéis de energia solar;
Ampliar áreas verdes para absorver o carbono emitido.
A universidade já tinha um programa de reciclagem e de coleta de alimentos não perecíveis, doados a instituições de caridade.
Segundo a diretora Frances Corner, as organizações são chamadas a “levar a sério suas responsabilidades em interromper o aquecimento global, e isso é impossível de ser ignorado”.
“Declarar uma emergência climática não pode ser feito somente de palavras vazias. Acredito realmente que enfrentamos um momento decisivo na história global e a Goldsmiths se alinha a outras organizações que pretendem fazer esse alerta e tomar ações urgentes para cortar o uso de carbono”, acrescenta a diretora, em nota.
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