Sem funcionários no 'shutdown', parques nacionais dos EUA precisam limpar lixo deixado por visitantes


Em pouco mais de duas semanas, os parques esperam maior movimento durante um feriado nacional. Prejuízo às autoridades norte-americanas pode aumentar. Papel higiênico jogado no chão do Parque Nacional do Vale da Morte, na Califórnia. Banheiros ficaram fechados no ‘shutdown’
Eric Risberg/AP Photo
Funcionários dos parques nacionais dos Estados Unidos correm contra o tempo para arrumar as instalações e garantir limpeza e segurança antes do feriado local de 18 de fevereiro. As reservas ficaram 35 dias sem funcionar durante o “shutdown” mais longo da história do país, que terminou há uma semana.
Segundo a agência Associated Press, os visitantes deixaram os parques “uma bagunça” durante os 35 dias de paralisação parcial do governo norte-americano. Abriram trilhas em locais proibidos, abriram portões fechados e inclusive fizeram as necessidades fora dos banheiros – quase todos trancados durante o “shutdown”.
Um visitante até derrubou com um jipe uma árvore de troncos trançados conhecida por frequentadores de um parque na Califórnia.
Elefantes marinhos descansam em praia de reserva natural na Califórnia. Turistas não conseguem visitar região por questões de segurança
Eric Risberg/AP Photo
Outra consequência foi o deslocamento de animais de áreas protegidas – há tratadores em parques nos EUA encarregados de evitar que os bichos fiquem nos locais frequentados por humanos, por questões de seguranças.
Prejuízos aos parques
Placa em rodovia próximo ao Parque Great Smoky Mountains, no estado do Tennessee, avisa sobre atividades paralisadas por causa do ‘shutdown’ nos EUA
Robert Berlin/The Daily Times via AP
O porta-voz do Serviço Nacional de Parques, Mike Litterst, negou à AP um relatório com todos os danos em mais de 400 parques. Segundo ele, os casos eram isolados e a maioria dos visitantes “cuidaram bem” das reservas.
No entanto, representantes dos parques se queixaram da falta de cuidado com os locais públicos. Além disso, antes do “shutdown”, os custos acumulados de manutenção dessas áreas custava cerca de US$ 12 milhões – valor que pode ter aumentado após os 35 dias de paralisação.
Há também o temor de um novo “shutdown”. O acordo firmado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com o Congresso Nacional é provisório. O governo pode fechar novamente caso não haja consenso sobre a questão da segurança na fronteira do México até 15 de fevereiro – três dias antes do feriado nacional.

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