Peixes são encontrados mortos com manchas de óleo no Rio do Sal em Sergipe


Esta é a segunda vez que o rio, localizado no município de Nossa Senhora do Socorro (SE), registra o aparecimento da substância. Peixe encontrado à margens do Rio do Sal
Ascom/Nossa Senhora do Socorro
As manchas de óleo continuam avançando no litoral de Sergipe e, nesta quarta-feira (16), foram vistas em dois pontos do Rio do Sal localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, na Região Metropolitana. Em um deles, animais apareceram mortos sujos da substância.
De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, na Prainha do Povoado São Brás a areia ficou pintada e, no Conjunto João Alves, peixes apareceram mortos com manchas de óleo pelo corpo. Ainda pela manhã, os pontos receberam equipes de limpeza para remover o material das margens do rio.
Peixe encontrado sem vida
Ascom/Nossa Senhora do Socorro
Na segunda-feira (14), as primeiras manchas foram registradas no Rio do Sal. Resultado do avanços do óleo que atinge o litoral do estado desde o dia 24 de setembro. Ao todo, as manchas de óleo já atingiram 167 localidades dos noves estados do Nordeste. O desastre já atingiu ao menos 12 unidades de conservação do país e afeta o turismo e as comunidades pesqueiras.
Todas as 17 praias sergipanas foram afetadas e também apresentaram reaparecimentos das manchas após serem limpas. Somente na capital sergipana já foram recolhidas 231 toneladas da substância.
25 de setembro – Manchas de óleo são vistas em uma praia de Sergipe
Governo de Sergipe via AFP/Arquivo
Suspensão da Ação
A Justiça Federal em Sergipe determinou, nesta quarta-feira (16), a suspensão da ação do juiz Fabio Cordeiro de Lima que havia determinado o prazo de 48 horas – finalizado na manhã desta quarta – para que a União implantasse barreiras de proteção em rios do estado, com o objetivo de impedir a entrada das manchas de óleo que afetam praias do Nordeste. A decisão se baseia em um pedido do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF-SE). Em Sergipe, todas as 17 praias – uma soma de 197 quilômetros – além de oito rios foram atingidos.
Na audiência conciliatória, realizada na Justiça Federal em Sergipe, a juíza Telma Maria Santos Machado determinou ainda que a suspensão é válida até as 18h desta quinta-feira (17), prazo para que os órgãos ambientais comprovem a eficácia das barreiras contra o óleo. Além disso, ficou definido que o Ibama devem aumentar o efetivo de agentes de limpeza que deve passar de 60 para 120.
O debate sobre as ações realizadas até agora e o planejamento estratégico para a continuação do combate as manchas,contou com representantes de vários órgãos ambientais, e a participação, através de videoconferência, de uma perita ambiental e especialista em vazamento de óleo de uma universidade de São Paulo.
A perita questionou vários pontos do trabalho realizado no estado, entre eles: a não utilização imediata dos planos de contenção; destinação adequada do material recolhido nas praias e a falta de coordenação dos órgãos, que demonstraram, segundo ela, estar trabalhando de forma individual.
Ao todo, as manchas de óleo já atingiram 167 localidades dos noves estados do Nordeste. O desastre já atingiu ao menos 12 unidades de conservação do país, afeta o turismo e as comunidades pesqueiras. Somente na capital sergipana já foram recolhidas 231 toneladas da substância.
Situação de emergência
No dia 5 de outubro, o estado de Sergipe decretou situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal nesta segunda-feira (14) e publicada nesta terça-feira (15) no Diário Oficial da União (DOU). Os municípios são: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Brejo Grande, Estância, Itaporanga D`Ajuda, Pacatuba e Pirambu.
Neste sábado (12) foram instalados 75 metros de boias absorventes por equipes da Adema no Rio Vaza-Barris, em Aracaju
Adema/Sergipe
Instalação de Barreiras
No último sábado (12), o governo sergipano iniciou, em um dos rios, a instalação de barreiras alugadas pelo valor de quase R$ 7 mil por dia. A administração estadual esperava que a Petrobras pudesse enviar equipamento de proteção para conter a mancha, mas as barreiras de proteção não chegaram.
No mesmo dia, o juiz federal substituto Fábio Cordeiro de Lima, decidiu que o governo federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) implantassem, em até 48 horas, barreiras de proteção em cinco rios de Sergipe para impedir a entrada das manchas de óleo que afetam praias do Nordeste
O prazo termina na manhã desta quarta-feira (16), quando também ocorre uma audiência na Justiça Federal em Sergipe com a juíza Telma Maria Santos Machado. Na ocasião serão verificadas quais medidas já estão em curso e quais seriam necessárias realizar dentro dos Planos Estratégicos de Proteção de Áreas Vulneráveis.
Serão ouvidos: Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, Reserva Biológica Santa Isabel – ICMBio, Petrobras em Sergipe, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), Governo de Sergipe, Capitania dos Portos de Sergipe, diretor-presidente da Celse, VLI Operações Portuárias S.A, e a representante da Fundação Mamíferos Aquáticos em Sergipe.
Ao todo, as manchas de óleo já atingiram 167 localidades dos noves estados do Nordeste. O desastre já atingiu ao menos 12 unidades de conservação do país e afeta o turismo e as comunidades pesqueiras. Todas as 17 praias sergipanas foram afetadas e também apresentaram reaparecimentos das manchas após serem limpas.
Polêmica sobre as barreiras
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que veio a Aracaju no dia 7 de outubro para avaliar a situação, afirmou, na segunda-feira (14) que iria cumprir a determinação da Justiça Federal e colocar as barreiras de contenção em rios de Sergipe, mas alegou que elas não seriam eficientes para conter as manchas de óleo. O Ibama seguiu a afirmação. Já o diretor-presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, disse nesta terça-feira (15), que a escolha pelo material ocorreu com avaliação técnica e que a eficácia é comprovada.
Equipe trabalha removendo óleo da Praia do Viral, em Aracaju, Sergipe
Andre Moreira/Prefeitura de Aracaju/Arquivo
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