Novo site do Ministério do Meio Ambiente não tem informações sobre áreas protegidas


Pasta diz que site está em processo de migração e que todas as informações ainda estão disponíveis no site antigo. Novo endereço do MMA na internet foi ao ar nesta quinta-feira (19). Imagem do antigo site do Ministério do Meio Ambiente, no setor do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação
Reprodução
O novo site do Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi ao ar nesta quinta-feira (19) e não apresenta os dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, que reúne informações sobre as áreas protegidas do Brasil – nacionais, estaduais e municipais.
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Em contato com o G1, inicialmente por telefone, e, depois, por e-mail, a assessoria do ministério disse que as informações do site antigo estão em processo de migração para o novo endereço na internet, mas que podem ser acessadas pelo link antigo. A página de concessões de áreas protegidas e ecoturismo já está no ar na nova plataforma, no entanto.
O Observatório do Clima, que reúne diferentes ONGs e instituições brasileiras no monitoramento das mudanças climáticas, disse que além das informações sobre as unidades de conservação, também não migraram para o novo portal “mais de 30 livros sobre a biodiversidade, o macrodiagnóstico da zona costeira e marinha, cartilhas referentes ao patrimônio genético”, entre outras informações.
Em abril de 2019, o ministério já havia retirado do ar algumas páginas com mapas das áreas prioritárias de conservação. Ficaram indisponíveis dados sobre as “Áreas e Ações Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade”. Na época, a pasta afirmou que o conteúdo foi retirado do site porque foi verificada a necessidade de ajustes no mapa, pois havia um “sombreamento entre biomas”. As informações foram incluídas novamente três meses depois.
O Brasil tem 2.446 unidades de conservação, que juntas representam mais de 2,5 milhões de km². Quase metade delas está na Amazônia, representando 1,1 milhão de km² no bioma.

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