Cidade dos EUA proíbe venda de protetores solares que danificam corais


Produtos que contenham oxibenzona e octinoxato serão proibidos em Key West, cidade turística no extremo-sul da Flórida. Mulher aplica protetor solar em praia em Key West, na Flórida. Cidade vai banir alguns tipos de protetor por considerar que eles danificam os corais
Steve Panariello/Florida Keys News Bureau via AP
A cidade de Key West, no extremo-sul dos Estados Unidos, proibiu nesta quarta-feira (6) a venda de certos protetores solares cujas composições químicas danificam os recifes de coral desta região turística da Flórida. A proibição passa a valer em 2021.
Os filtros solares proibidos são aqueles que contêm oxibenzona e octinoxato. Por 6 votos a 1, os integrantes do conselho da cidade seguiram o exemplo do estado do Havaí, que em julho de 2018 aprovou uma lei semelhante.
Protetor solar também é proibido em piscina natural de Fernando de Noronha
Os impulsores da medida na Flórida argumentam que estes dois produtos químicos aumentam a descoloração dos corais e têm um impacto prejudicial significativo no ambiente marinho.
No entanto, médicos dermatologistas consideram a medida um risco para a saúde pública e questionaram se os estudos de impacto ambiental destes produtos têm falhas.
Corais na Flórida
Um dos tripulante da Estação Espacial Internacional tirou esta foto da ilha de Key West, uma das 1700 ilhas que formam as Florida Keys, arquipélago que começa cerca de 25 km a sudeste de Miami
Douglas Wheelock-Nasa ISS via AP
A prefeita de Key West, Teri Johnston, disse que é uma “obrigação” da comissão proteger o ecossistema de recifes de coral do sudeste da Flórida, que gera mais de 70 mil empregos que equivalem a US$ 6,4 bilhões em vendas e ingressos anuais.
Na segunda-feira, o Santuário Marinho Nacional de Florida Keys afirmou que este habitat sofre com uma “ampla” doença bacteriana que afeta especialmente o coral “pedregoso” e que trabalha para identificar a causa da doença e sua possível relação com os fatores ambientais.
A organização recomendou ações para conter ou evitar o contágio no delicado ecossistema coralino, como que os mergulhadores e praticantes de snorkel “evitem tocar no coral” e “desinfetem o equipamento entre as imersões”.

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