Ações contra desmatamento começaram tarde, diz Mourão sobre aumento de alertas na Amazônia


Região bateu recorde de alertas de desmatamento em junho, segundo o Inpe. Para Mourão, ações deveriam ter começado em dezembro. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (10)
Guilherme Mazui
O vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho da Amazônia, afirmou nesta sexta-feira (10) que o recorde de alerta de desmatamento na região no mês de junho ocorreu porque as ações do governo federal começaram “tarde”.
Segundo Mourão, no caso do desmatamento, o ideal seria ter iniciado a Operação Verde Brasil, criada para combater crimes ambientais, em dezembro do ano passado. O Conselho da Amazônia foi instalado pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro e a operação começou em maio desde ano.
Mourão comentou dados divulgado nesta sexta pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do órgão registrou recorde nos alertas de desmatamento em junho.
A Amazônia registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento em junho, recorde para o mês em toda a série história iniciada em 2015. No acumulado do semestre, os alertas indicam devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019.
“Um dos primeiros itens é o combate ao desmatamento, que nós viemos efetuando desde maio. Eu já coloquei para vocês várias vezes que as ações contra o desmatamento tinham que ter começado em dezembro do ano passado, que é quando ele começa efetivamente. Tenho colocado que nós vamos prosseguir nesse tipo de trabalho até o final de 2022, ou até a turma que desmata se dê conta que não dá mais para fazer isso”, declarou.
Perguntado sobre se acredita que os dados divulgados pelo Inpe não foram bons em razão do início tardio das ações, o vice-presidente disse que sim.
“Porque começou tarde. Lógico, começou tarde. O começo em maio vai nos dar uma situação, vamos dizer assim, uma melhor em relação às queimadas, mas não ao desmatamento”, declarou.

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