Petrobras espera ter decisão final sobre plataforma de Sergipe em meados de 2022

Após a decisão final, a previsão é que o projeto entre em produção em até 42 meses, disse diretor A Petrobras pretende ter a decisão final de investimento para a plataforma do projeto de águas profundas na Bacia de Sergipe-Alagoas até meados de 2022, disse o diretor executivo de exploração e produção da estatal, Fernando Borges, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira.

Segundo Borges, após a decisão final, a previsão é que o projeto entre em produção em até 42 meses. O executivo também antecipou que a intenção é escoar o gás da região por meio de um gasoduto, que deve ser conectado à malha da Transportadora Associada de Gás (TAG), na costa. O executivo ressaltou que um projeto de liquefação não teria viabilidade, devido ao volume estimado para a produção e à proximidade da costa.

Borges disse que a Petrobras ainda está em discussões com os parceiros nos projetos, antes de lançar a licitação para a plataforma que vai atuar em Sergipe-Alagoas. O plano estratégico da Petrobras para o período de 2021 a 2025 prevê investimentos de US$ 2 bilhões para o desenvolvimento da produção em águas profundas em Sergipe-Alagoas.
Também na coletiva, o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Rodrigo Alves, disse que o mercado recebeu “de forma positiva” as novas modalidades de contrato para o fornecimento de gás que passaram a ser oferecidas pela Petrobras.
A estatal anunciou este que mês que passaria a oferecer a opção de vincular os contratos ao índice Henry Hub, referência usada nos Estados Unidos para projetos de liquefação de gás e exportação de gás natural liquefeito (GNL). Até então, o principal indexador dos contratos de gás da companhia era o índice de preços de petróleo Brent.
A companhia também vai passar a oferecer às distribuidoras diferentes alternativas para prazos contratuais, com duração de seis meses e de um a quatro anos. Segundo Alves, a estatal já começou a negociar novos contratos não somente com as distribuidoras, mas também com potenciais clientes do mercado livre.
Durante a entrevista coletiva, o diretor de desenvolvimento da produção, João Rittershaussen, afirmou que a estatal pode iniciar ainda este ano as operações da unidade de processamento de gás do projeto de lubrificantes do Polo GasLub, localizado no antigo projeto do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí (RJ). A previsão é de que o GasLub entre em operação no início de 2022, mas há possibilidade de antecipação, segundo o diretor.

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