Mourão defende que Pazuello fique em silêncio na CPI: “Ele não é testemunha, é réu”


Na semana passada, ele havia dito que Pazuello “não pode se furtar a prestar depoimento” O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tem direito a ficar em silêncio em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid porque ele “já é investigado”.
Pazuello foi convocado para a CPI na condição de testemunha, mas tenta o obter o direito de ficar calado com sob o argumento de que é investigado em um inquérito por sua atuação no colapso do sistema de saúde do Amazonas.
Hamilton Mourão
Imagem Valor Econômico
“Considero que, no final das contas, o Pazuello já é investigado, tem um inquérito que a Polícia Federal está tocando aí em relação ao caso de Manaus. Então, na realidade, ele não é testemunha, ele é réu nisso aí. E réu tem direito a ficar em silêncio”, disse Mourão ao chegar no Palácio do Planalto.
Nesta quinta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo autorização para Pazuello ficar em silêncio durante seu depoimento, marcado para o dia 19. O pedido será analisado pelo ministro Ricardo Lewandowski.
Mourão disse não ver “medo” na atitude do ex-ministro: “Não, não vejo medo, não vejo medo.” Na semana passada, o vice-presidente havia dito que Pazuello “não pode se furtar a comparecer e prestar lá seu depoimento”.

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