Governo central tem superávit primário de R$ 43,219 bi em janeiro


O superávit primário do governo central – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – totalizou R$ R$ 43,219 bilhões no mês passado. Em janeiro de 2020, o resultado positivo foi de R$ 44,133 bilhões.

Segundo os dados divulgados hoje, o resultado no primeiro mês do ano é reflexo de um superávit de R$ 61,906 bilhões do Tesouro Nacional, de um rombo de R$ 18,472 bilhões na Previdência Social e de um resultado negativo de R$ 215 milhões do Banco Central.

Já em 12 meses, o déficit primário chega a R$ 776,4 bilhões – o que representa 10% do PIB. A meta de déficit primário do governo central para este ano é de R$ 247,118 bilhões.
Segundo o governo, o déficit da Previdência incluindo o INSS, servidores públicos civis e pensões e inativos militares somou R$ 363 bilhões ou o equivalente a 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado em 12 meses até janeiro. Os números estão corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês passado. No acumulado em 12 meses até janeiro de 2020, esse déficit era de R$ 334,3 bilhões.
Dos R$ 363 bilhões de rombo, R$ 272,8 bilhões é do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou INSS e R$ 90,2 bilhões do regime próprio dos servidores públicos civis e pensões/inativos militares.
Receitas e despesas

A receita líquida total do governo central registrou queda real de 2,1% em janeiro (contra o mesmo mês de 2020), somando R$ 155,293 bilhões. Já as despesas totais caíram 0,4% no mesmo período de comparação e fecharam o mês somando R$ 112,073 bilhões.
No primeiro mês do ano, as despesas do governo consumiram 7,2% do teto de gastos. Os pagamentos somaram R$ 107,301 bilhões, enquanto o limite para 2020 é de R$ 1,485 trilhão.
Segundo o Tesouro Nacional, a despesa primária no mês foi influenciada pela interrupção dos gastos emergenciais de combate à crise da covid-19, que somaram R$ 33,5 bilhões em dezembro de 2020 e R$ 2 bilhões em janeiro.
No acumulado até janeiro, o governo já desembolsou R$ 523 bilhões para bancar medidas que têm como objetivo reduzir os impactos da pandemia. As principais despesas foram com auxílio emergencial e pessoas em situação de vulnerabilidade, benefício emergencial de manutenção de emprego e renda e despesas adicionais do Ministério da Saúde e demais ministérios.
O governo federal investiu R$ 856,3 milhões em janeiro, o que representa um recuo real de 51,9% em relação a um ano antes. Em janeiro do ano passado, os investimentos somaram R$ 1,778 bilhão.

Joel Santana/Pixabay

Deixe uma resposta

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.