Desembolsos do Banco de Desenvolvimento de MG crescem 118% em 2020


BDMG encerrou o ano passado com desembolso de R$ 2,85 bilhões
Marcus Desimoni/Valor
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) encerrou 2020 com desembolso de R$ 2,85 bilhões, montante 118% superior ao registrado em 2019.

O volume de recursos captados chegou a R$ 2,3 bilhões, ante R$ 787 milhões em 2019. As captações foram feitas com instituições internacionais, como Fonplata, Banco Cargill, Agência Francesa de Desenvolvimento e Banco Europeu de Investimento.

A operação mais recente no mercado internacional foi no dia 29, com a emissão de US$ 50 milhões em títulos sustentáveis emitidos na bolsa de Nova York. Os títulos foram adquiridos pelo BID Invest.

Para 2021, disse o presidente da instituição, Sérgio Gusmão, o banco está preparado para promover ações anticíclicas, considerando que a pandemia deve durar meses. Ao mesmo tempo, o BDMG tenta ampliar novas fontes de financiamento.

“Temos negociações em curso de volumes bastante significativos de funding, de US$ 100 milhões ou mais. Acredito que vamos conseguir manter um nível bastante elevado de captações”, afirmou Gusmão. O executivo acrescentou que o BDMG está em negociações avançadas com quatro novos parceiros, além de renegociar algumas linhas.
“E temos agora a possibilidade de fazer novas emissões de títulos sustentáveis, já que o banco teve sucesso na sua primeira emissão”, disse. De acordo com o executivo, o banco avalia se tornar um emissor regular de títulos verdes. A próxima emissão, segundo Gusmão, pode ser feita em Nova York, Londres, Luxemburgo ou Cingapura.

Desembolsos

Do total liberado, 73% foram recursos próprios, 26% foram provenientes de repasses de outras instituições e 1% de recursos de fundos.

Aproximadamente 10% dos recursos foram destinados a municípios e o valor restante foi destinado a empresas. Gusmão destacou o aumento de 343% dos desembolsos para micro e pequenas empresas, chegando a R$ 906,2 milhões em 2020.

O executivo observou que o banco reduziu taxas, ampliou prazos de pagamento e ampliou programas de crédito para micro e pequenas empresas, para se ajustar ao ambiente de pandemia.
“Foi um ano em que tivemos o maior incremento em número de clientes, com 13.462 clientes novos, um aumento de 165%”, afirmou Gusmão. O executivo ponderou que as micro e pequenas empresas respondem por mais de 60% dos empregos em Minas Gerais.
Com base na metodologia Insumo-Produto, da Fundação João Pinheiro, o banco estima que até novembro de 2020 os desembolsos tenham estimulado 25.140 empregos e adicionado R$ 913,6 milhões à produção do Estado, além da geração de R$ 70,5 milhões de ICMS.

Um setor atendido foi o de cafeicultura, com desembolsos da ordem de R$ 400 milhões. Outro desembolso relevante ocorreu na área de saúde, chegando a R$ 185,1 milhões, destinados à criação e manutenção de leitos hospitalares, centros de saúde assistida, kits de diagnóstico para a covid-19, luvas e outros materiais.

O banco destacou o desembolso de R$ 31,2 milhões para 789 pequenas empresas lideradas por mulheres.

Em relação ao nível de inadimplência, o executivo disse, sem citar números, que a inadimplência continua sob controle.

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