Bolsas de NY recuam com receio sobre aumento de impostos corporativos


Os índices começaram o dia em alta, após dados de inflação mais baixos do que o projetado, mas reverteram as posições com a expectativa de aprovação do pacote com mais estímulos fiscais de Biden As bolsas de Nova York, que começaram o dia em alta, animadas pelos dados de inflação mais baixos do que o projetado, reverteram suas posições ao longo dia e fecharam a terça-feira (14) em queda. O que ofuscou a atenção com a inflação foi o pacote com mais estímulos fiscais de Joe Biden, que também propõe aumento de impostos corporativos.

O índice Dow Jones encerrou o pregão com desvalorização de 0,84%, a 34.577,57 pontos, o S&P 500 recuou 0,57%, a 4.443,05 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 0,45%, a 15.037,76 pontos.

Na abertura do dia, os principais índices de Wall Street operavam no verde, repercutindo os dados mais baixos da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). Os índices de inflação dos EUA avançaram um pouco menos do que o esperado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. No caso do índice cheio, a alta foi de 0,3%, na relação mensal, e 5,3% na base anual, enquanto a estimativa era de 0,4% e 5,4%.

Se num primeiro olhar os dados pareciam um alento em relação a antecipação da retirada dos estímulos à economia pelo Federal Reserve (Fed), ao longo do dia, os números ganharam outros contornos. Em relatório, o Bank of America diz que os ventos da inflação podem mudar rapidamente. “Houve sinais de continuidade das pressões relacionadas com a ganhos de preços em itens de commodities”, diz o banco.

Além da desaceleração não ter uma robustez, outra informação estava no horizonte dos investidores e acabou ofuscando os números do CPI de agosto. O temor desta vez é o pacote orçamentário de US$ 3,5 trilhões do presidente Biden. Além de buscar estímulos à economia americana, a proposta pretende um aumento de 21% para 26,5% dos impostos corporativos.

Com esse cenário, todos os onze índices setoriais do S&P 500 fecharam no vermelho, com destaque para o segmento de energia que liderou as perdas, com recuo de 1,46%. Em seguida apareceu o setor financeiro e industrial, com quedas de 1,34% e 1,22%, respectivamente.

Entre os destaques do dia estão os papéis da Apple que caíram 0,96% em dia de seu maior evento no ano, na apresentação do iPhone 13 e dos novos recursos de dispositivos iPad e Apple Watch. Importante lembrar que a companhia enfrenta um escrutínio cada vez maior nos tribunais sobre suas práticas de negócios.

Colin Ziemer/Nyse via AP

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