Bolsas da Ásia têm desempenho misto; Xangai cai 0,84% e Nikkei fica de lado


Temores de novos surtos de coronavírus na região influenciaram nas perspectivas econômicas As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão sem uma direção definida, com o temores de novos surtos de coronavírus na região, turvando as perspectivas econômicas e moderando a recuperação da atividade. A expectativa pela escolha de um novo líder no Japão, que passa por eleição no final desta semana, e as preocupações com a problemática incorporadora chinesa Evergrande também pesaram nos negócios.

Ao final da sessão desta segunda-feira, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com leve baixa de 0,03%; na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 0,27%; enquanto na China, o índice Hang Seng teve ligeira alta de 0,07%, mas a de Xangai caiu 0,84%.

Em Hong Kong, as ações da Evergrande fecharam em alta de 8,05%, após alguns bancos chineses divulgarem na última sexta-feira o valor do passivo com a incorporadora chinesa, buscando dissipar os temores de turbulência financeira. Já no Japão, o partido governante irá escolher o sucessor de Yoshihide Suga como primeiro-ministro, que ficou apenas um ano no cargo. A eleição segue no radar dos investidores, que aguardam para ver se o próximo primeiro-ministro japonês anunciará mais estímulos fiscais.

Analistas também avaliam que a pesquisa econômica “Tankan” do Banco Central do Japão (BoJ) referente ao terceiro trimestre, que será divulgada na sexta-feira, deve mostrar piora nas condições de negócios por causa das interrupções nas cadeias de abastecimento e de novos surtos de covid-19 na Ásia, onde a vacinação tem sido em ritmo mais lento.

Em Singapura, medidas de restrições à disseminação do coronavírus foram adotadas, em uma tentativa de conter o contágio da doença, após os novos casos diários ultrapassarem o pico da cidade-estado alcançado em abril de 2020.

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